quinta-feira, 25 de março de 2010

O FIM E O INÍCIO

Gente.... Que emoção!! Finalizando minha primeira história!! Tô muito feliz, principalmente por vocês terem gostado - ou fingido muito bem!! hehe!

Alguns de vocês sabem que este é o meu grande sonho. Seguir carreira inventando tramas e enredos é o meu propósito enquanto jornalista/escritor. E o estímulo de vocês para que eu continue nutrindo este desejo é muito importante! Valeeeu!! Bom, sem mais... Aí vai o ÚLTIMO CAPÍTULO da "Nossa História"!! Espero que corresponda às expectativas...


E, atenção, vem aí, o novo folhetim do BlogVelho, "O Medo"...


"a menina quis acariciar e beijar minha face"

O FIM E O INÍCIO

Era uma noite como outra qualquer quando pus um ponto final em minha vida e parti para uma viagem intrigante pelo desconhecido. Noutra dimensão, descobri através de Bette que mamãe havia reencarnado e fiz de um tudo para voltar à terra e, enfim, reencontrá-la. Desafortunado na empreitada, optei pelo incerto e decidi correr os riscos de que fora alertado. Atirei-me no vazio e me deixei levar pelo destino. Quando dei por mim, estava imerso num gigantesco ribeirão, o qual parecia não levar a lugar nenhum. Conforme ia me aproximando de onde, a meu ver, terminaria a torrente, ia percebendo a magnitude daquele local. Estava tão encantado com a beleza das árvores, das flores, da natureza como um todo, que nem notei a terrível queda-d'água à minha frente. Gritei, tamanho era o desespero que me tomava. Era o fim.


Num movimento brusco, perdi o chão. Cerrei os olhos o mais forte que pude e levei minhas mãos à cabeça, na tentativa de me proteger. Senti como se estivesse no olho do furacão. Ao meu redor, tudo girava e minha mente estava para explodir. No frisson do momento, me surpreendi quando tudo parou e uma calmaria se fez presente de modo bastante intenso. Tudo estava escuro e eu desconhecia o local onde estava. O tempo foi passando e eu me acomodando à paragem, que parecia crescer sem parar. Tão repentinamente quanto às demais desventuras desta minha incrível jornada, eu me vi nascendo outra vez. Com o coração batendo forte, tudo se esclarecia diante dos meus olhos. Contudo, ao mesmo tempo, surgia uma inabalável inquietação, que sugeria o questionamento: teria eu conseguido entrar na mesma sintonia de minha mãe, antes chamada de Glória?


As mãos do médico responsável pelo meu nascimento envolveram meu frágil corpo de recém-nascido e trouxeram-me ao mundo novamente. Nos olhos do profissional, observei certa apreensão. Instantaneamente, recordei as palavras de Bette, seus avisos sobre os riscos por precipitar meu retorno. Enquanto assistia às reações dos demais presentes na sala de parto ao me examinarem e descobrirem minha anomalia, ensaiei uma espécie de arrependimento. Este, todavia, que mandei para os ares quando cheguei ao aposento onde mamãe estava descansando. Despontei na porta e a fitei. À minha espera junto dela, aquele que me fora apresentado como pai. Estavam todos felicíssimos. Tamanha era a alegria no quarto que meu problema sequer foi discutido. Naquele ambiente extremamente agradável, não havia dificuldades que não pudessem ser superadas.


Eu já cogitava dedicar-me à superação da anomalia que me fora atribuída pelos céus quando se deu a grande surpresa. Após singelas batidinhas à porta, vi adentrar ao quarto uma bela mulher, Carla, prima de mamãe, e sua filha, Glória, de quase quatro anos. As nossas reações foram imediatas. Sentando na cama, a menina quis acariciar e beijar a minha face. Na troca de olhares, tive a certeza, e agradeci ao Mestre com fervor.


O momento eternizou-se em minha mente. Depois de tantos acontecimentos marcantes, enfim eu estava com mamãe. Apesar de não ocupar mais este posto, Glória manteve-se absolutamente maternal, comunicando-se comigo sem necessitar pronunciar uma só palavra. Agradecemos a dádiva divina num abraço carinhoso que marcou esta nova fase de nossas – novas – vidas.


FIM




a seguir, trechos do próximo folhetim...


"O MEDO"

"(...) Maria Alice fez sinal ao motorista, que parou rapidamente. Deixando bolsa, casaco, tudo para trás, ela desembarcou e seguiu rumo à porta do luxuoso prédio-sede da empresa do ex-marido. (...) Nem a forte chuva que caia naquele momento a impediu de ir ao encontro da amiga Elisa, que lhe pareceu desesperada ao telefone. (...) A porta do elevador abriu e Alice viu-se cara a cara com Júlio Sampaio, o sócio de seu ex-marido, com quem nunca mantivera uma boa relação. (...) Enquanto ouvia o juiz ler a acusação da promotoria, Albertina Rios levantou-se e disparou verdades contra Maria Alice, que ficou em choque diante de tamanhas atrocidadess (...) Alheia aos fatos, Elisa arrebateu-se com um estopim que a deixou atônita. "É tiro!", disse ela."

3 comentários:

  1. Uuuuuuuh... ficou ótimo! Parabéns Luliis, tu escreve muitíssimo bem :D

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  2. Muito bom!!! Mas eu queria que continuasse a história dessa nova vida.

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  3. Final lindo Luaaaan, amei, de verdade. Parabéns

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