Ufa! Depois de quase uma hora trabalhando em cima de uma página, cá estou escrevendo meu primeiro post!!!
Para começar, vou transcrever um conto que escrevi há alguns anos e que, já aviso, não tem absolutamente nada a ver com a minha vida... Trata-se de uma ficção!!!!! Muito mal feita, aliás!
Releitura do Quadro Quarto em Arles de Van GoghO REENCONTRO
Era uma noite como outra qualquer. Havia terminado o jantar, colocado as louças sujas na antiga (e barulhenta) máquina de lavar e estava preparando-me para dormir. Ao vestir o pijama já bastante desbotado, me veio a recordação. Diante de mim, minha mãe, linda e loura, num belo e decotado tubinho vermelho. Ela me sorria e me estendia as mãos, nas quais pude perceber um adorável embrulho, um presente. Meus olhos fixaram-se no pacote, devidamente envolvido num comprido laço de veludo verde, que ela havia comprado especialmente para mim. Aquele pijama é a única grande lembrança que tenho dela. Mamãe, dona Glória, se foi cedo... Também, quem mandou ela confiar em todo mundo?
Temendo lágrimas futuras, desviei o pensamento. Estiquei-me para apanhar o controle da TV e me vi frente a frente com o meu maior trauma. Na tela, um casal apaixonado trocava beijos no último capítulo da novela. Eles faziam juras eternas de amor e me deixavam irremediavelmente deprimido. Nunca amei ninguém. Sequer me apaixonei. Uma vez, há mais de dez anos, vi-me envolvido por uma mulher mais velha. Antes que aparecessem os sentimentos, todavia, abandonei-a, percebendo que a relação não tinha sentido algum. Não sei agir nestas situações, sou péssimo com as ditas "questões do coração".
No escuro do meu quarto, percebi que sou um nada - ou um ninguém (com o perdão da redundância). Sem mais família, com um ou dois amigos, sem namorada ou sequer amante, sem futuro. O que seria de mim se não tivesse tomado tal decisão? O que mudaria? Mudaria?
A arma velha, quase enferrujada de meu pai foi a solução que encontrei.
Enfim, estarei com mamãe...
CONTINUA!
Temendo lágrimas futuras, desviei o pensamento. Estiquei-me para apanhar o controle da TV e me vi frente a frente com o meu maior trauma. Na tela, um casal apaixonado trocava beijos no último capítulo da novela. Eles faziam juras eternas de amor e me deixavam irremediavelmente deprimido. Nunca amei ninguém. Sequer me apaixonei. Uma vez, há mais de dez anos, vi-me envolvido por uma mulher mais velha. Antes que aparecessem os sentimentos, todavia, abandonei-a, percebendo que a relação não tinha sentido algum. Não sei agir nestas situações, sou péssimo com as ditas "questões do coração".
No escuro do meu quarto, percebi que sou um nada - ou um ninguém (com o perdão da redundância). Sem mais família, com um ou dois amigos, sem namorada ou sequer amante, sem futuro. O que seria de mim se não tivesse tomado tal decisão? O que mudaria? Mudaria?
A arma velha, quase enferrujada de meu pai foi a solução que encontrei.
Enfim, estarei com mamãe...
CONTINUA!
aah chorei... :'(
ResponderExcluir"não tem absolutamente nada a ver com a minha vida..."e se tivesse tu nao ia ta aqui escrevendo né hahahaha
Luan!! nossa muito bom mesmo. Semprefã!
ResponderExcluirSah
Muito bom, me fez refletir
ResponderExcluirAdorei! Beijos