Gostaria muito que quem lesse deixasse um comentário (uma crítica também!), pois é uma forma de me estimular a melhorar e a continuar nesta empreitada de entretê-los com folhetins de boa qualidade (haha!).
Bem, vamos ao capítulo de hoje! Espero que vocês gostem, pois eu gostei muito de escrevê-lo!

Era uma noite como outra qualquer quando resolvi pôr um ponto final na minha vida, livrar-me dos sofrimentos e reencontrar mamãe. Contudo, acabei embarcando numa incrível viagem pelo desconhecido e me peguei num universo paralelo, harmonioso e tranqüilo, onde conheci – ou reconheci – Bette, que destruiu minhas esperanças ao disparar a nova encarnação de dona Glória.
Permaneci atônito por cerca de dez minutos (ou o tempo que os valha aqui neste plano) e, quando reagi, cai na gargalhada. Extremamente surpreendida, Bette fitou-me com um olhar repreensivo, questionando o motivo de meu riso repentino. Mais que depressa, expliquei-me. E Bette logo compreendeu. Eu ria da piada, da ironia do destino, pois havia decidido me matar e o feito sem hesitação insuflado pela esperança de rever mamãe, de senti-la junto a mim, de abraçá-la, beijá-la. Graças ao verdadeiro banho de água fria recebido em plena chegada, encontrava-me desmotivado. Ainda pensava na má notícia quando Bette, sensibilizada, se dispôs a me ajudar a chegar ao meu propósito. Recobrei minhas energias rapidamente, abracei-a com emoção e lhe perguntei sobre como poderíamos resolver o “problema”.
Sorrindo de forma bastante sutil, Bette virou-se rumo a um lago e começou a avançar na direção de um velho barbudo que brincava com algumas crianças em meio a algumas flores e pássaros do grande paraíso. Conforme íamos nos aproximando, pude perceber a beleza do velho, dono de olhos incrivelmente azuis e pacíficos e de uma voz firme, que eu seria capaz de ficar ouvindo para todo o sempre. Como lhe é peculiar, Bette foi direto ao ponto e me apresentou ao homem a quem ela se referia como “mestre”. Para minha total surpresa, ele já tinha conhecimento do meu interesse e se adiantou a me explicar a dinâmica da vida.
Embora ciente de que nascemos para evoluir e de que, quando desencarnamos, devemos refletir os erros e os acertos da vida precedente, não me submeti. Ao mestre, expus todo o meu drama e clamei por uma nova chance. Queria retornar à terra atrás de mamãe e, quem sabe, ser feliz. O velho fitava-me fundo nos olhos e, enquanto me ouvia falar, não demonstrava uma reação. Já estava quase desistindo de convencê-lo quando o vi levantar uma das mãos e avisar que iria anunciar a sua decisão...
continua...
História que prende. Já leu Muitas vidas, Muitos mestres?
ResponderExcluir"Tenho direito a um final de semana de "férias", não?!"
ResponderExcluirNão! Não tem! rs :D
Tá ótimo. Estou ansiosíssima para o próximo.