Olá! Cá estou eu outra vez e com um novo capítulo quentinho, pronto para ganhar as misteriosas ondas da rede mundial!! Trata-se da continuação do conto de ontem, que estou transformando em folhetim. Serão mais três capítulos (totalizando cinco) e eu já estou bolando uma nova história, completamente diferente desta, para uma nova fase do blogvelho!
Gostaria de agradecer os comentários e as participações na enquete! Hehe! Em breve, teremos o grande resultado. Não percam!! ;)
Por ora, fiquem com o segundo capítulo desta nossa história que não tem título geral, mas que nós chamaremos assim: Nossa História!! Espero que gostem porque, como eu disse no twitter (@luanvelho), me dediquei!!
CONSEQUÊNCIAS DE UMA DECISÃO
Era uma noite como outra qualquer e eu, cansado de tanto sofrimento, resolvi dar um basta naquela situação. Apanhei o revólver que recebi de herança de meu pai e pus um ponto final na dolorosa história que era a minha existência. Confesso que não foi fácil puxar o gatilho. Foi complicado. Tão ou até mais do que assistir ao desencarno deste plano, ao abandono do mundo real. Dar as costas ao meu corpo caído no carpete de meu quarto e direcionar-me ao desconhecido foi uma das maiores aventuras de minha vida – ou de minha morte. A incerteza sobre o futuro me encheu de tensão. Hesitei durante alguns instantes, mas não tive a coragem de desistir. O temor preencheu minha alma e transformou-se em adrenalina. Avancei lentamente, a passos curtos, rumo à forte luz azul que vinha do fundo de uma espécie de túnel. Conforme ia progredindo numa inexistente escala de coragem, aproximava-me daquilo que parecia ser o fim. A imagem de minha mãe era a única coisa que vinha à minha mente. Depois de quase 15 anos, finalmente iria reencontrá-la.
Imergindo num mundo absolutamente novo, o pós-túnel, deparei-me com um enorme descampado, cujo gramado, essencialmente verde, chegou a me emocionar. Lembro-me que a última vez em que estive em tal contato com a natureza eu ainda tinha papai e mamãe vivos. Foi, acredito, em 84, quando fomos passar um feriado na serra, numa belíssima pousada à beira de um rio cujo nome me foge agora. Estava admirado com a clareza com que tais recordações vinham à tona. De tão enlevado, mal pude perceber a aproximação de Bette, que, surgida sabe-se lá de onde, estava posicionando-se à minha frente e com uma cara de poucos amigos.
Enquanto esboçava um sorriso, esperançoso de que Bette pudesse me levar à minha mãe, percebi sua apreensão. Seus olhos demonstravam preocupação. E eu, que sentia conhecer – e, realmente, conhecia – Bette de toda a vida, pressenti a informação que vinha a seguir. Decidida, ela não poupou-me e disparou a novidade sem meias-palavras: mamãe havia recebido uma nova missão e acabava de retornar à Terra para uma nova vida...
continua...
Imergindo num mundo absolutamente novo, o pós-túnel, deparei-me com um enorme descampado, cujo gramado, essencialmente verde, chegou a me emocionar. Lembro-me que a última vez em que estive em tal contato com a natureza eu ainda tinha papai e mamãe vivos. Foi, acredito, em 84, quando fomos passar um feriado na serra, numa belíssima pousada à beira de um rio cujo nome me foge agora. Estava admirado com a clareza com que tais recordações vinham à tona. De tão enlevado, mal pude perceber a aproximação de Bette, que, surgida sabe-se lá de onde, estava posicionando-se à minha frente e com uma cara de poucos amigos.
continua...

li o texto ouvindo deus quis do acustico do acusticos e valvulados... posso dizer que foi uma bela trilha sonora pro decorrer da historia
ResponderExcluirIncrível. Quero logo o terceiro capítulo dessa história surpreendente!
ResponderExcluirIsso tá me lembrando muito o livro "As 5 pessoas que vc escontra no céu", já leu? Tá muito bom Luan!
ResponderExcluirfinalmente as tuas histórias terão um destino, sabe quantos "inicios de novela" eu já acompanhei?
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